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Confira a carga tributária embutida nos principais produtos e alimentos consumidos no Natal

O final de ano se aproxima, e com isso as buscas pelos presentes de Natal e comidas festivas para a celebração também. Apesar do crescimento na procura pelos itens, a inflação não deu trégua em 2022, o que pode acarretar em sustos com a diferença dos preços para o ano passado por parte dos compradores.

Além da inflação, os tributos cobrados nos produtos também não devem dar folga ao bolso dos consumidores brasileiros, já que alguns dos itens mais buscados para presentes neste ano tem uma carga tributária bastante elevada. Eletrônicos e eletrodomésticos são os produtos que mais carregam tributos acoplados ao preço final, conforme a tabela do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). 

Aparelhos de videogame são os itens mais tributados, com carga de 72,18%, seguidos de aparelhos celulares, que têm 68,76% de seu valor destinado à arrecadação pública. Já o prato principal da ceia de natal, o peru, chester ou pernil, tem 29,32% de tributos no preço final.

Confira, de acordo com o Impostômetro, a tributação de mais alguns itens comuns do Natal:

Presentes de natal:

  • Bijuterias: 43,36%
  • Bolsa (geral): 39,95%
  • Bolsa de couro: 41,52%
  • Óculos de sol: 44,18%
  • Relógio: 56,14%
  • Cafeteira: 42,57%
  • Cosméticos: 55,27%
  • Perfume (produtos importados): 78,99%
  • Perfume (produtos nacionais): 69,13%

Alimentos da ceia:

  • Carne: 29,00%
  • Cebola: 15,83%
  • Farinha de trigo: 17,34%
  • Feijão: 17,24%
  • Frango: 26,80%
  • Frutas: 11,78%
  • Leite: 18,65%
  • Ovos de galinha: 20,59%
  • Peixes: 34,48%
  • Tomate: 16,84%
  • Pão francês: 16,86%
  • Cerveja (lata): 42,69%
  • Cerveja (garrafa): 42,69%
  • Champagne: 59,49%

Afirmar que a carga tributária brasileira é elevada e que o sistema de tributação é complexo não é uma novidade. Ele se aproximou de 33% do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, e esse cenário, considerada a recessão, comprova o elevado fardo sobre pessoas e empresas.

“A carga tributária elevada é necessária, em função dos gastos elevados do governo, porém gera consequências negativas na atividade econômica. A carga tributária é tão pesada, que impacta não apenas as pessoas físicas, mas também as jurídicas. Do ponto de vista da tributação, o Brasil possui a maior carga tributária do planeta, para nossa faixa de renda per capita”, explica  Ricardo Balistiero, professor doutor em Administração e Coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Fonte: Contábeis/RPMA Comunicação/Instituto Mauá de Tecnologia

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