A entrega do relatório está atrasada, e isso coloca em risco a aprovação da reforma tributária até 2024

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    Relatório deveria ser entregue no dia 24 de outubro, mas foi adiado para novembro.

    O senador Eduardo Braga, que desempenha o papel de relator da reforma tributária no Senado, surpreendeu a todos nesta quinta-feira (19) ao anunciar seu plano de submeter a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até o dia 1º de novembro, estendendo o prazo além da data inicialmente prevista, que era 24 de outubro. ?

    Durante uma reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Braga expressou sua frustração pela falta de tempo para trabalhar no texto. Ele afirmou: “São muitas as conversas, muitas as interfaces, muitas as discussões em andamento. E são muitas as conversas que ainda precisaremos ter até a apresentação do relatório.” ?

    O senador Efraim Filho, relator do grupo de trabalho encarregado da reforma, apresentou seu texto à CAE somente no mesmo dia, 19 de outubro. O texto do grupo de trabalho é repleto de sugestões para a reforma, mas também inclui um relato detalhado das atividades do colegiado, que é composto por 15 senadores. Entre as propostas, está a redução do período de transição, atualmente estabelecido em 50 anos. No entanto, Braga se opõe a essa medida, argumentando que alguns estados não seriam capazes de suportar uma transição tão acelerada. ??

    Eduardo Braga expressou seu desapontamento com a demora na recepção das recomendações do grupo, observando: “Só lamento que estejamos recebendo essas sugestões muito em cima da hora.” ?

    Apesar disso, o relator reiterou que a votação na comissão está planejada para 7 de novembro de manhã, seguida pela análise do plenário no mesmo dia. No entanto, o próximo mês conta com dois feriados, em 2 e 15 de novembro, que podem reduzir as atividades do Congresso. ??

    A reforma tributária, representada pela PEC 45 de 2019, foi aprovada na Câmara em 6 de julho, após mais de 30 anos de debate sobre o assunto no Legislativo. Após a aprovação no Senado, a proposta ainda precisará retornar para a análise dos deputados. ??

    O governo tem pressa em aprovar o texto e espera concluir a votação até o final do ano, um prazo que recebe apoio dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira. Para 2024, o Executivo planeja a análise e aprovação de leis complementares para a regulamentação da reforma. Braga expressou otimismo em relação ao andamento da votação, destacando a melhoria no diálogo entre as partes envolvidas. ??

    Para mais informações sobre como essas mudanças na reforma tributária podem afetar sua contabilidade, entre em contato com nossa equipe especializada. Estamos aqui para ajudar! ??

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