Consumidores compram menos itens no supermercado no primeiro trimestre de 2023

No primeiro trimestre de 2023, consumidores brasileiros reduziram suas compras no supermercado, devido a aumentos nos preços e escassez de produtos. No comércio eletrônico, categorias como higiene pessoal, medicamentos, alimentos, limpeza e beleza apresentaram vendas acima dos preços estabelecidos pela indústria. Descubra os motivos e os impactos dessas mudanças no consumo durante esse período desafiador.

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    Consumidores brasileiros reduzem suas compras no primeiro trimestre de 2023, de acordo com levantamento. O estudo revela que houve uma queda significativa de cerca de 3,7 itens adquiridos, principalmente nos atacarejos, representando uma redução média de 6,5 unidades. 

    Essa tendência resultou em uma queda de 13,8% no ticket médio gasto em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme os dados.

    “Assim como o atacarejo, os supermercados também tiveram redução de 3,2 unidades colocadas nos carrinhos, enquanto o pequeno autosserviço se manteve no patamar entre os dois trimestres. O ticket médio nos supermercados despencou no período analisado, com redução de 19,5%”, comenta Luiza Zacharias, diretora de Novos Negócios da Horus.

    Escassez de produtos nas prateleiras dos supermercados é um dos principais motivos para essa queda. De acordo com o levantamento, a falta de produtos atingiu 11,2% no período analisado. 

    Produtos afetados

    Dentre os alimentos mais afetados pela ruptura de estoque, os ovos e o leite registraram o maior índice, com 15,5% cada. Além disso, outros itens essenciais como arroz (15,1%) e feijão (14%) também apresentaram altos índices de escassez, representando um aumento de 79,7% e 60,9%, respectivamente, em comparação ao mesmo período de 2022. 

    Essa situação também foi observada em:

    • Bebidas lácteas: 15,2% de ruptura, 7% a mais do que em 2022
    • Alimento infantil: 14,8% de ruptura, 27,5% a mais do que em 2022
    • Azeite: 13,9% de ruptura, 8,5% a mais do que em 2022
    • Iogurte: 13,9% de ruptura, 7,7% a mais do que em 2022

    Tal cenário foi ocasionado pelo aumento dos preços das mercadorias que, por sua vez, sofreram com a oscilação do dólar e sazonalidade dos ingredientes. 

    E-commerce

    No comércio eletrônico, foi observado que cinco categorias apresentaram um índice superior a 50% de produtos sendo vendidos acima do preço estabelecido pela indústria durante o trimestre. Essas categorias incluem higiene pessoal (78,15%), medicamentos (70,06%), alimentos (66,01%), limpeza (65,30%) e beleza (60,7%). Um exemplo notável é o sabonete, que teve um aumento médio de preço de 39,5%.

    Também houve uma significativa variação de preço do arroz branco, feijão preto e café tradicional, produtos que estão diariamente na mesa dos brasileiros. Mas além deles, também foi identificado um maior custo de:

    • Biscoitos (35,2%)
    • Pão (32,5%)
    • Legumes (31,1%)
    • Leite UHT (30,9%)
    • Chocolate (30,0%)
    • Snacks e salgadinhos (29,1%)
    • Cerveja (25,1%)
    • Refrigerante (22%)
    • Frutas (12,8%)
    • Frango (20,5%)

    “Isso acontece porque, para produzir alimentos, é necessário investir em insumos, como matéria-prima, energia, mão de obra, transporte, entre outros. Além disso, existem alguns fatores que podem encarecer o processo produtivo, como a sazonalidade dos ingredientes, a oscilação do dólar, os encargos e tributos. Por isso, quando esse custo aumenta, é natural que o preço final também suba para não comprometer a margem de lucro do produtor. Por outro lado, se os custos de produção caem, é possível que o preço final do produto também seja reduzido. O preço das principais commodities agrícolas utilizadas na indústria de alimentos variou de 18% a 74%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) — avanço que pode refletir em preços elevados para o consumidor final”, alerta o diretor de Customer Success, Robson Munhoz.

    Fonte: SA Varejo