Aqui na Meta Assessoria Empresarial, respiramos a realidade dos supermercados brasileiros. Sabemos de perto o tamanho do desafio que é gerenciar uma operação onde a perda média já corrói 1,82% de todo o faturamento do ano, como apontou a última Pesquisa de Eficiência Operacional 2026 da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em um cenário de margens apertadas e alto volume de mercadorias, qualquer erro custa muito caro.
Foi exatamente esse alerta que nosso diretor-presidente, Vanderlei Goulart, levou para a mídia recentemente, dessa vez repercutido pelo portal Estado do Acre. Na reportagem, ele destacou como a transição para a Reforma Tributária do Consumo, “que já começou agora em 2026 e vai até 2033”, exige que os supermercados olhem para muito além do departamento fiscal. É uma mudança que mexe na veia do negócio: preços, compras, sistemas e até o relacionamento com os fornecedores.
Abaixo, quero compartilhar com vocês os principais pontos levantados pelo Vanderlei e como nós, da Meta, estamos orientando nossos clientes a protegerem suas margens nessa jornada.
Revisão de Preços e Margens: O fim do “reajuste geral”
Com a nova legislação, produtos idênticos na prateleira poderão ter tratamentos tributários completamente diferentes. Itens da Cesta Básica Nacional, por exemplo, terão alíquota zero de IBS e CBS, enquanto outros alimentos terão 60% de redução. Isso significa que a velha tática de aplicar um “reajuste padrão” para toda uma categoria não vai mais funcionar e pode, inclusive, destruir a competitividade da loja.
Como o Vanderlei alertou na matéria: “Não basta olhar quanto o produto custa na compra e quanto é vendido. O supermercado precisa saber quanto aquela venda realmente deixa de resultado depois de considerados todos os componentes da operação”. Nosso conselho é começar pelo básico bem feito: revisar os cadastros fiscais (NCM, classificação tributária, etc.), priorizando sempre os itens de maior giro e os que representam a maior fatia do seu faturamento.
Compras e Créditos: A nova moeda de negociação
O setor de compras do seu supermercado precisará trabalhar lado a lado com o departamento fiscal. Com a não cumulatividade dos novos impostos, o crédito tributário gerado na compra passa a compor diretamente o custo final da mercadoria.
O Vanderlei resumiu isso de forma perfeita: “É um movimento que aproxima ainda mais compras e fiscal… entender que duas propostas comerciais semelhantes podem produzir resultados diferentes quando todo o efeito da operação é considerado”. Bonificações, descontos e prazos continuam importantes, mas agora a regra do jogo também inclui o enquadramento fiscal daquela operação. Fornecedores que dominam categorias estratégicas devem ser os primeiros a entrar na sua revisão de contratos.
Sistemas Integrados: A espinha dorsal da transição
De nada adianta o fiscal estar atualizado se a frente de caixa bate a tributação errada. O ERP, o estoque e o financeiro precisam falar a mesma língua. A orientação que damos na Meta é: testem tudo na prática. Façam simulações de vendas, devoluções e cancelamentos. Muitas vezes, é no dia a dia da operação que descobrimos cadastros desatualizados ou sistemas que simplesmente não conversam entre si.
Não há motivo para pânico, mas é hora de agir
Como o Vanderlei gosta de reforçar, os supermercadistas já administram um negócio de alta complexidade todos os dias. A reforma não é uma chave que vai virar de um dia para o outro. “A principal vantagem de começar agora é poder corrigir aos poucos. Quanto mais cedo gestão, fiscal, compras, financeiro e tecnologia trabalharem com as mesmas informações, maior será a capacidade do supermercado de atravessar a transição sem perder de vista aquilo que sustenta o negócio”.
Nós, da Meta Assessoria Empresarial, estamos ao lado do varejo supermercadista para traduzir essa complexidade em resultados práticos. A Reforma Tributária vai separar quem apenas vende produtos de quem, de fato, gere o seu negócio.
Para ler a matéria completa com todas as análises do nosso diretor, acesse a publicação original no portal Estado do Acre: Supermercados já perdem 1,82% do faturamento e Reforma Tributária agora força revisão de preços, milhares de produtos, fornecedores, créditos e sistemas até 2033.


